Humildade

Humilitas

A virtude

Humildade (Humilitas, Q. 161) — a virtude que ordena a pessoa diante de Deus reconhecendo a própria dependência. Não é autodepreciação: é a verdade sobre si mesmo, vista do ângulo da relação com Deus.

Eixo

Autoestima

Lógica

Negar o que se é ↔ reivindicar o que não se é

Autoabatimento (negar o quese é)Abiectio suiHumildadeHumilitasSoberba (reivindicar o quenão se é)Superbia← faltademasia →

Virtude

Humildade

Humilitas

Defeito (falta)

Autoabatimento (negar o que se é)

Abiectio sui

Negar dons reais que Deus concedeu. É uma forma de inverdade: mentir sobre si por baixo. O falso humilde peca contra a verdade e contra a gratidão (nega os dons do Doador).

Excesso (demasia)

Soberba (reivindicar o que não se é)

Superbia

Reivindicar para si o que pertence a Deus. Tomás a trata como raiz de todo pecado (Q. 162, a. 2): o primeiro movimento de todo desordenamento moral é o apetite desordenado da própria excelência.

Quatro graus da Soberba (segundo S. Gregório)

1.º grau

Julgar que o bem vem de si.

2.º grau

Julgar que o merece.

3.º grau

Gabar-se do que não tem.

4.º grau

Desprezar os outros.

Observações

A Soberba (Superbia) é tratada por Tomás como raiz de todo pecado — o primeiro movimento de todo desordenamento é reivindicar para si o que pertence a Deus. A humildade ordena a pessoa diante de Deus reconhecendo a própria dependência. Defeito = negar dons reais que Deus concedeu (forma de inverdade). Excesso = reivindicar mais do que se é.

A privação do Bem

O autoabatimento e a soberba dependem da mesma autoestima — que é matéria da Humildade. Um nega os dons reais; a outra reivindica dons falsos. Nenhum cria uma identidade nova; ambos deformam a única identidade verdadeira: quem a pessoa é diante de Deus.

Por que todo vício é privação? →