Estudiosidade

Studiositas

A virtude

Estudiosidade (Studiositas, Q. 166) — o apetite reto de conhecimento: buscar o que se deve saber, pelo modo e na medida retos. É a temperança aplicada ao apetite intelectual.

Eixo

Conhecimento

Lógica

Ignorar por indolência ↔ saber por vaidade

Preguiça intelectual /Negligência (ignorar porindolência)NegligentiaEstudiosidadeStudiositasCuriosidade / Dispersão(saber por vaidade)Curiositas← faltademasia →

Virtude

Estudiosidade

Studiositas

Defeito (falta)

Preguiça intelectual / Negligência (ignorar por indolência)

Negligentia

Não buscar o conhecimento que se deveria. É o defeito que menos se reconhece, mas Tomás é claro: cada pessoa tem obrigação de conhecer o que seu estado de vida exige.

Excesso (demasia)

Curiosidade / Dispersão (saber por vaidade)

Curiositas

O desejo desordenado de saber. Tomás (seguindo Agostinho, Confissões X) identifica a concupiscentia oculorum — a 'concupiscência dos olhos': o apetite de saber que nunca descansa em contemplação do Verdadeiro. A curiosidade é a estudiosidade que perdeu sua ordenação à Sabedoria.

Formas da Curiosidade

Buscar conhecimento por orgulho

Para exibir-se, não para crescer.

Negligenciar o superior pelo inferior

Estudar o trivial enquanto se ignora o necessário.

Buscar conhecimento de fontes ilícitas

Adivinhação, curiosidade pecaminosa sobre a vida alheia.

Buscar conhecimento sem ordená-lo a Deus

Saber pelo saber, sem referência à Sabedoria.

Observações

Defeito = não buscar o conhecimento que se deveria. Excesso = buscar conhecimento por razões erradas ou negligenciar o superior pelo inferior. Agostinho chama o excesso de concupiscentia oculorum — a 'concupiscência dos olhos', o apetite de saber que nunca descansa em contemplação do Verdadeiro. A curiosidade é a estudiosidade que perdeu sua ordenação à Sabedoria.

A privação do Bem

A preguiça intelectual e a curiosidade dependem do mesmo apetite de conhecer — que é matéria da Estudiosidade. Uma adormece o apetite; a outra o desordena. Nenhuma cria um apetite novo; ambas parasitam o único desejo que poderia conduzir à Sabedoria.

Por que todo vício é privação? →