Temperança (Moderação)

Temperantia

Virtude Principal

A virtude

Temperança (Temperantia, QQ. 141–170) — a virtude que modera os apetites sensíveis, não os eliminando, mas ordenando-os segundo a razão. É a virtude-mãe de toda uma família: abstinência, castidade, humildade, estudiosidade são todas 'filhas' da Temperança.

Eixo

Prazer

Lógica

Rejeitar tudo ↔ entregar-se sem freio

Insensibilidade (rejeitartodo prazer)InsensibilitasTemperança (Moderação)TemperantiaIntemperança /AutoindulgênciaIntemperantia← faltademasia →

Virtude

Temperança (Moderação)

Temperantia

Defeito (falta)

Insensibilidade (rejeitar todo prazer)

Insensibilitas

Rejeitar todo prazer legítimo. O asceta que recusa bens que Deus deu como bons. Tomás é claro: o prazer não é mau; o prazer desordenado é mau. Rejeitar o prazer legítimo é tão desordenado quanto entregar-se a ele.

Excesso (demasia)

Intemperança / Autoindulgência

Intemperantia

Entregar-se ao prazer sem freio, subordinando a razão ao apetite.

Dom do Espírito SantoTemor

Observações

A virtude que modera os apetites sensíveis — não os elimina, mas os ordena segundo a razão. Defeito = o asceta que recusa bens legítimos. Excesso = entregar-se ao prazer sem freio. É a virtude-mãe de toda a seção: abstinência, castidade, humildade, estudiosidade são todas 'filhas' da temperança.

A privação do Bem

A insensibilidade e a intemperança dependem do mesmo prazer — que é matéria da Temperança. Uma o rejeita; a outra se entrega a ele. Nenhuma inventa um prazer novo; ambas distorcem o único modo reto de recebê-lo.

Por que todo vício é privação? →