Abstinência (apetite sob governo)
Abstinentia
A virtude
Abstinência (Abstinentia, Q. 146) — a moderação no comer, ordenando o prazer da comida ao bem do corpo e da alma.
Alimento
Autonegar ↔ fixar-se
Virtude
Abstinência (apetite sob governo)
Abstinentia
Defeito (falta)
Jejum excessivo / Autonegação extrema
O defeito não é a abstinência em si, mas sua deformação: jejum que prejudica o corpo, autonegação que se torna orgulho disfarçado, ou mortificação que ignora o dom da criação.
Excesso (demasia)
Gula
Gula
A fixação desordenada no prazer da comida. Tomás identifica cinco modos (Q. 148, a. 4): comer cedo demais (praepropere), com requinte excessivo (laute), em quantidade excessiva (nimis), com avidez (ardenter) e com preparação excessiva (studiose).
Observações
O defeito não é a abstinência em si, mas sua deformação: jejum que prejudica o corpo, autonegação que se torna orgulho disfarçado. O excesso é a gula — não apenas comer demais, mas a fixação desordenada no prazer da comida.
A privação do Bem
A autonegação extrema e a gula dependem da mesma necessidade de se alimentar — que é matéria da Abstinência. Uma nega o corpo; a outra o idolatra. Nenhuma cria uma necessidade nova; ambas corrompem o único modo de alimentar-se com retidão.