Castidade

Castitas

A virtude

Castidade (Castitas, Q. 151) — o uso ordenado do prazer sexual segundo o estado de vida. Castidade não é abstinência sexual: a virgindade consagrada e o matrimônio têm cada um seu modo próprio de castidade. É a integração da sexualidade na pessoa, não sua supressão.

Eixo

Sexualidade

Lógica

Frigidez ↔ luxúria

Frigidez / Rejeição do deverconjugalInsensibilitasCastidadeCastitasLuxúria (todas as espécies)Luxuria← faltademasia →

Virtude

Castidade

Castitas

Defeito (falta)

Frigidez / Rejeição do dever conjugal

Insensibilitas

Dentro do matrimônio, recusar o débito conjugal é um defeito da castidade retamente ordenada. Nota: Tomás usa especificamente debitum conjugale — débito, dever. É linguagem de Justiça (o que é devido ao cônjuge), não de Temperança (o que dá prazer). Isso revela que as virtudes se entrelaçam: a Castidade é filha da Temperança, mas seu defeito conjugal é formulado como violação de Justiça — negar ao outro o que lhe é devido.

Excesso (demasia)

Luxúria (todas as espécies)

Luxuria

O desejo desordenado do prazer sexual. Tomás lista suas espécies (Q. 154): fornicação simples, adultério, incesto, estupro, rapto e o vício contra a natureza.

Virtude associada

Virgindade (Virginitas, Q. 152)

A renúncia perpétua ao prazer sexual por amor a Deus. É um conselho evangélico, não um mandamento.

Observações

Castidade não é abstinência sexual — é o uso ordenado do prazer sexual segundo o estado de vida. A virgindade consagrada e o matrimônio têm cada um seu modo próprio de castidade. Dentro do matrimônio, recusar o débito conjugal é um defeito da castidade retamente ordenada. Fora dele, a luxúria é o excesso.

A privação do Bem

A frigidez e a luxúria dependem do mesmo prazer sexual — que é matéria da Castidade. Uma o nega; a outra o absolutiza. Nenhuma cria um prazer novo; ambas distorcem o único modo de vivê-lo segundo o estado de vida.

Por que todo vício é privação? →