Magnanimidade

Magnanimitas

A virtude

Magnanimidade (Magnanimitas, Q. 129) — a grandeza de alma que empreende coisas grandes e se julga digna de grandes honras. Não é arrogância — é a avaliação justa da própria capacidade, acompanhada da disposição de agir à altura.

Eixo

Ambição

Lógica

Fazer menos do que pode ↔ fingir mais do que é

Pusilanimidade / Acanhamento(fazer menos do que pode)PusillanimitasMagnanimidadeMagnanimitasPresunção / Vanglória(fingir mais do que é)Praesumptio / Inanis Gloria← faltademasia →

Virtude

Magnanimidade

Magnanimitas

Defeito (falta)

Pusilanimidade / Acanhamento (fazer menos do que pode)

Pusillanimitas

Acanhamento: a pessoa que se encolhe diante do que poderia e deveria fazer, negando os talentos que recebeu. É um pecado contra os dons de Deus: recusar-se a usá-los.

Excesso (demasia)

Presunção / Vanglória (fingir mais do que é)

Praesumptio / Inanis Gloria

A vanglória (inanis gloria) é o desejo interior desordenado de glória e reconhecimento — fazer coisas grandes não por seu valor intrínseco, mas para ser admirado. A presunção é tentar o que excede a própria capacidade.

Observações

A vanglória (inanis gloria) é o desejo interior desordenado de glória e reconhecimento — a raiz da qual a jactância é apenas um fruto. Aqui o foco é a motivação: fazer coisas grandes não por seu valor intrínseco, mas para ser admirado. Defeito = pusilanimidade: encolher-se diante do que poderia e deveria fazer.

A privação do Bem

A pusilanimidade e a vanglória dependem da mesma grandeza possível — que é matéria da Magnanimidade. Uma encolhe diante do que poderia fazer; a outra infla o que pretende fazer. Nenhuma cria grandeza nova; ambas deformam a única grandeza real: empreender o digno, pelo digno.

Por que todo vício é privação? →